sábado, 14 de agosto de 2010

Um fedelho com a mão no revólver

Ontem, 13 de agosto de 2010, por volta das 17:15h fui parado em uma blitz da PM. Apesar de já ter sido parado em outras blitz, está foi a primeira em que eu me encontrava ao volante.

Ao receber o sinal encostei o veículo. Peguei minha carteira e os documentos do veículo, abaixei o vidro e aí começou o diálogo:

Eu – Boa Tarde (ao mesmo tempo ia colocando os documentos para fora da janela)

Pé de Porco – Quem disse que eu quero os documentos?

Eu - .... (fiquei mudo, nessas horas é melhor ficar quieto)

Pé de Porco – Como é que você sabe que eu quero os documentos?

Eu - ... (continuo calado)

Pé de Porco – Quando a polícia lhe parar fique com as mãos no volante.

Eu - ... (continuo calado e agora com as mão no volante)

Pé de Porco – Muito bem. Agora vamos começar de novo. Boa tarde Sr., por gentileza os documentos.

Eu - ... (continuo calado, alcanço os documentos)

Pé de Porco – o Sr. tire os documentos do plástico.

Eu - ... (ainda calado, tirei e entreguei os documentos)

Um minuto depois...

Pé de Porco – o Sr. recentemente estacionou em local proibido?

Eu – o carro não é meu, estou dirigindo ele pela primeira vez. Acabei de deixar um colega no aeroporto.

Um minuto depois.

Pé de Porco – O Sr. pode ir. Avise o proprietário que a placa traseira está com as letras apagadas e que é preciso retocá-la.



Pois bem, a impressão que tive é que se eu espirrasse levaria um tiro.

Se na minha testa não está escrito bandido, pelo menos até onde sei a constituição me garante inocência até que se prove ao contrário.



Péssima abordagem. Poderiam muito bem ter pego os documentos de primeira e posteriormente ter dados as explicações de comportamento.

Um comentário:

  1. Em solidariedade a sua indignação, pois existem muitos fedelhos com armas na mão como também loucos que atiram em você pelas costas, e o que nossa contituição faz? são apenas idéias dos próprios comandantes que só criam as leis para que eles próprios se safem, tenta atropelar o filho de um juiz, ou atire em um deputado ou em um ilustríssimo empresario de sua comunidade, rapidamente você desaparece do mapa, ou senão, é julgado em 15 dias no máximo com prisão perpétua, é existe uma diferença muito grande entre o seu joão Pedreiro para o Meritíssimo João Juiz de direito.

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